É de comer ou de passar?


Cosméticos com apelo alimentício estão se tornando cada vez mais famosos e sendo comercializados em maior quantidade, com um portfólio que aumenta a cada dia. Mas até que ponto podemos considerar essa nova moda segura? Principalmente para as crianças...

De um lado, a forma criativa com que as empresas se voltaram para inovar ainda mais a indústria cosmética, é algo totalmente significante em meio ao aumento crescente da oferta e da procura desse ramo, se tornando uma tendência global.

Mas por outro lado, não podemos deixar de nos alertar quanto aos riscos que corremos ao deixar esses produtos expostos livremente. Não é de negar que alguns desses produtos dão água na boca só de olhar... E o problema está na sua ingestão.

Se para nós eles são atrativos, imagine para uma criança...

Estudos mostram que os produtos mais frequentes envolvidos em caso de exposição em crianças de até 3 anos foram: cosméticos, produtos de limpeza e remédios; em ordem decrescente de frequência. Entre os produtos cosméticos, os corantes de cabelo foram considerados como o grupo de produtos com os maiores riscos de intoxicação.

A ingestão de determinados ingredientes presentes em produtos cosméticos pode causar alergia, úlcera estomacal (caso o pH do produto seja muito baixo), e desconfortos como cólicas e diarreia. Se a ingestão de uma mesma quantidade de ingrediente for feita por adultos e crianças, os riscos serão maiores para as crianças, por possuírem peso corpóreo menor que dos adultos, logo, proporcionalmente, ela absorverá mais os ingredientes, intensificando os problemas originários da ingestão de cosméticos.

O principal cuidado que essas empresas devem tomar, é prestar atenção em suas características organolépticas (odor, cor, textura, sabor). Uma ótima opção seria o uso de amargantes em sua formulação. Assim, caso haja acidentalmente sua ingestão, o ingrediente é responsável por causar um sabor amargo, podendo até mesmo provocar vômito no indivíduo, fazendo-o expelir o produto.

Outro ponto a se atentar é analisar o local onde esses produtos são expostos, deixando claro e evidente em suas embalagens que não são comestíveis. Em mercados e lojas de departamento esses produtos devem estar claramente disponíveis na sessão cosmética, e quando levados para casa, atentar-se em deixá-los fora do alcance de crianças.

Referência: http://ec.europa.eu/health/scientific_committees/consumer_safety/docs/sccs_o_056.pdf

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